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Notícias

Chamada para a 2ª. edição (2021.2). Dossiê: Produção e correção de textos mediadas por tecnologias digitais: possibilidades e desafios

 

Organizadores:

Roberta Varginha Ramos Caiado (UNICAP)
Adair Vieira Gonçalves (UFGD/CNPQ)
Eliana Maria Severino Donaio Ruiz (UEL)
Milene Bazarim (UFCG/UNICAP) 

Antes que as instituições de ensino do mundo tivessem que aderir, emergencialmente, ao ensino remoto, a fim de garantir o isolamento social necessário para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 e minimizar os impactos na aprendizagem dos alunos, a incorporação das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), embora se configurasse como uma alternativa para a otimização do processo de ensino e aprendizagem na Educação Básica, já enfrentava desafios. Também a adoção de práticas significativas e situadas de produção de texto de diversos gêneros, incluindo os multimodais, já se constituía não só uma necessidade, mas um desafio a ser enfrentado pelas escolas, sobretudo as brasileiras. Consequentemente, também se apresentava como uma necessidade urgente superar a concepção de escrita como produto para entendê-la como trabalho ativo do sujeito (FIAD; MAYRINK-SABINSON, 1991), bem como abandonar a concepção de correção como mera higienização do texto do aluno (JESUS, 1995), e/ou como uma forma de atribuir nota, passando a compreendê-la de forma interativa, como um diálogo a ser estabelecido entre professor (mediador) e aluno (autor) a respeito do texto (RUIZ, 2010) – passível de ser realizado por meio de diversas tecnologias (entre elas a escrita).

Tendo em vista os aspectos mencionados, consideramos não só pertinente, mas imprescindível, a reunião, neste dossiê temático, de resultados inéditos de pesquisa que contemplem as possibilidades e os desafios no uso de tecnologias digitais tanto na produção quanto na correção de textos em contexto escolar. A fim de se constituir como um espaço democrático, no qual é garantida a reflexão e o debate pautados na pluralidade de ideias, pretendemos, neste dossiê, acolher contribuições advindas de pesquisas aderidas a diversas orientações teórico-metodológicas desde que estejam de acordo com o foco e o escopo da revista. Pretendemos, pois, abarcar pesquisas sobre produção e correção de textos, mediadas por tecnologias digitais, acerca de diversos gêneros (incluindo os multimodais), na Educação Básica (da alfabetização ao Ensino Médio). Considerando que a ampliação da competência escritora deve ser um compromisso das diversas disciplinas do currículo escolar da educação básica, serão bem-vindos artigos que contemplem a prática de produção e de correção de textos em outros contextos que não somente o da aula de Língua Portuguesa ou de Redação.

 

Prazo para submissão: 28 de fevereiro de 2021

Publicação prevista: abril de 2021

Normas para submissão:  http://revistas.ufcg.edu.br/ch/index.php/RLR/about/submissions#authorGuidelines

REFERÊNCIAS

FIAD, Raquel S.; MAYRINK-SABINSON, Maria Laura T. A escrita como trabalho. In: MARTINS, M. H. (Org.). Questões da Linguagem. São Paulo: Contexto, 1991. p. 54-63.

JESUS, Conceição Aparecida de. Reescrita: para além da higienização. 1995. 116f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, SP. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/269381. Acesso em: 21 out. 2020.

RUIZ, Eliana Donaio. Como corrigir redações na escola. São Paulo: Contexto, 2010.


Em todas as edições, a Revista Letras Raras também acolhe artigos atemáticos, desde que estejam centrados em Língua e/ou Literatura. Recebe também resenhas, entrevistas, traduções e criações literárias como contos, crônicas, poemas, visto ser essa a política deste periódico.

Mais informações: http://revistas.ufcg.edu.br/ch/index.php/RLR

Para submeter o trabalho o (s) autor(es) deverá (rão) cadastrar-se na plataforma da revista (http://revistas.ufcg.edu.br/ch/index.php/RLR/user/register), seguindo as orientações da Política Editorial e das Normas de Submissão da revista, encontradas no site.

Obs.: trabalhos enviados fora do prazo de submissão da chamada serão avaliados junto com os outros textos submetidos para a publicação seguinte.

Para acessar esta chamada em outras línguas (inglês, francês, italiano, espanhol e alemão), clique em "mais".

 
Publicado: 2021-01-20 Mais...
 

Chamada para a 3ª. edição (2021.3). Dossiê: A poesia na literatura infantil e juvenil contemporânea: reflexões sobre características e tendências

 

A poesia na literatura infantil e juvenil contemporânea:

reflexões sobre características e tendências 

Organizadoras:

Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira (UNESP-FCL Assis/SP)
Rosana Rodrigues da Silva (UNEMAT-Sinop/MT)
Sara Reis da Silva (UA-Aveiro/PT)

No cenário contemporâneo, de acordo com Carlos Felipe Moisés (2014), houve aumento na produção poética e surgiram novos poetas. Apesar disso, segundo Ítalo Moriconi (2014), pelas determinações de mercado, essa produção circula de forma predominante pela internet. Justifica-se, então, o número reduzido de obras poéticas que circulam em acervos de leitura, disponíveis em âmbito escolar, resultantes de políticas públicas. No que concerne à produção de obras infantis e juvenis, divulgadas em meios de comunicação diversos, notou-se também um aumento. Contudo, muitas dessas obras, por filiarem-se ao entretenimento, não fomentam a constituição da memória afetiva do leitor (FERREIRA, 2012) desde a infância e nem contribuem para a formação do leitor crítico e/ou estético (ECO, 2003). Nesse cenário, busca-se neste dossiê reunir artigos que, sob a forma de crítica literária, tomem como objeto a poesia manifesta em obras infantis e juvenis contemporâneas – publicadas a partir de 2010 –, as quais potencializam a interatividade e a criatividade, revelando, assim, uma intenção de leitura (SILVA, 2018), ou seja, projetam um leitor implícito, no caso, perspicaz (HUNT, 2010). Parte-se do pressuposto de que a poesia possui função social, pois inquieta o leitor, convidando-o a repensar o mundo, a equacionar a sua habitação corporal e espacial do mundo (PINSON, 2011), e se autoconhecer. Assim, ao ajudá-lo a romper com os modos usuais de percepção e avaliação, amplia seus horizontes de expectativa (JAUSS, 1994; ISER, 1996 e 1999). Dessa forma, o presente dossiê, objetiva fomentar o debate acerca da produção contemporânea de livros de poesia para o público infantil e juvenil. Para tanto, toma como objeto de estudo e análise os livros reconhecidos pelo seu valor estético por diferentes meios, pesquisas acadêmicas, premiações, selos de instituições que os avaliam, incorporação em acervos de políticas públicas de leitura, aceitação junto ao público leitor, entre outros, refletindo sobre suas características e tendências, de modo a colaborar na sua legitimação enquanto obras literárias.

Prazo de submissão: 31 de março de 2021

Publicação prevista: julho de 2021

 

Referências 

ECO, Umberto. Sobre literatura. Rio de Janeiro: Record, 2003.

FERREIRA, Eliane Aparecida Galvão Ribeiro. Por uma piscadela de olhos: poesia e imagem no livro infantil. In: AGUIAR, Vera Teixeira de; CECCANTINI, João Luís (orgs.). Poesia infantil e juvenil brasileira: uma ciranda sem fim. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012, v.1, p. 153-190.

HUNT, Peter. Crítica, teoria e literatura infantil. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2010.  

ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. Trad. Johannes Kretschmer. São Paulo: Ed. 34, 1999.

ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. Trad. Johannes Kretschmer. São Paulo: Ed. 34, 1996.

JAUSS, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária. Trad. Sérgio Tellaroli. São Paulo: Ática, 1994.

SILVA, Maria Madalena Teixeira da. O poema diz sempre outra coisa. Reflexões sobre a natureza da poesia. In: MACEDO, Ana Cristina; RODRÍGUEZ, Marta; SILVA, Sara Reis da (coord.). Primeiros Leitores Primeiros Poemas. Porto: Tropelias & Cia, 2018, p.15-26.

MOISES, Carlos Felipe. Poesia para quê?: a função social da poesia e do poeta. São Paulo: UNESP, 2019.

MORICONI, Ítalo. Poesia e crítica, aqui e agora (ensaio de síntese e vocabulário). In: ANTUNES, Benedito; FERREIRA, Sandra. 50 anos depois: estudos literários no Brasil contemporâneo. São Paulo: Editora Unesp, 2014, p.57-66.

PINSON, Jean-Claude. Para que serve a poesia hoje? Trad. José Domingues de Almeida. Porto: Deriva, 2011.

Em todas as edições, a Revista Letras Raras também acolhe artigos atemáticos, desde que estejam centrados em Língua e/ou Literatura. Recebe também resenhas, entrevistas, traduções e criações literárias como contos, crônicas, poemas, visto ser essa a política deste periódico.

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Publicado: 2021-01-20 Mais...
 

Chamada para a 4ª. edição (2021.4). Dossiê: Ecocrítica e Pandemia: do ficcional ao factual

 

Organizadores:

Suênio Stevenson Tomaz da Silva (UFCG)

Sueli Meira Liebig (PPGLI-UEPB)

Scott Slovic (Universidade de Idaho- EUA)

Com o surgimento e o alastramento do novo Coronavírus, 2020 será lembrado como um ano singular para a história humana mais recente. A declaração de um estado de pandemia sem precedentes pela Organização Mundial da Saúde (OMS) fez o mundo parar. O novo vírus, para o qual ainda não há uma vacina ou um tratamento comprovadamente eficaz, nos impôs uma estratégia para controlar a sua alta transmissibilidade: o distanciamento social. Apesar dessa estratégia, além do uso de máscaras, a Covid-19 já causou a morte de mais um milhão de vítimas e desempregou milhões de trabalhadores e trabalhadoras como um resultado inevitável do colapso na economia mundial. Além dessas consequências catastróficas, ainda temos de lidar com a disseminação de notícias falsas, a polarização política e o negacionismo, que só aumentam o caos social em um momento bastante difícil. Por outro lado, com a redução drástica das atividades econômicas e da mobilidade humana, o meio ambiente começou a dar sinais do quanto são danosas nossas ações antropogênicas. Com a diminuição da poluição causada pelo nosso estilo de vida industrializado, o ar e os rios ficaram mais limpos. Isso nos inspira a pensar sobre as nossas atitudes perante o planeta. Em função da Covid-19, muitas pessoas estão reconsiderando seus comportamentos habituais e crenças, inclusive o consumismo. Diante de um vírus ainda pouco conhecido, fomos impelidos a confrontar a fragilidade humana, a desigualdade social e como determinados grupos são muito mais vulneráveis face à pandemia. Um vírus contagioso e invisível nos colocou dentro de um cenário apocalítico, digno das narrativas ficcionais mais inquietantes, sejam elas literárias ou cinematográficas.                        

Diante do exposto, este dossiê convida reflexões no âmbito dos estudos da literatura e da cultura, sob a ótica interdisciplinar da ecocrítica, em que tópicos tais como a retórica apocalíptica, o discurso viral e a noção de empatia poderão ser mobilizados. Tais tópicos entre outros poderão ser explorados dentro de um escopo que abrange tanto o ficcional quanto o factual. Em outras palavras, estamos interessados em contribuições cujas propostas enfatizem a função de textos culturais (o jornalismo e as artes, por exemplo) em ajudar o público a verificar as realidades científicas e sociais associadas à pandemia e determinar ações práticas e éticas durante esse momento de desafios multidimensionais.

Prazo de submissão: 30 de junho de 2021

Publicação prevista: outubro de 2021

Em todas as edições, a Revista Letras Raras também acolhe artigos atemáticos, desde que estejam centrados em Língua e/ou Literatura. Recebe também resenhas, entrevistas, traduções e criações literárias como contos, crônicas, poemas, visto ser essa a política deste periódico.

Mais informações: http://revistas.ufcg.edu.br/ch/index.php/RLR

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Obs.: trabalhos enviados fora do prazo de submissão da chamada serão avaliados junto com os outros textos submetidos para a publicação seguinte.

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Publicado: 2021-01-20 Mais...
 
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