Revista Leia Escola

A  Revista Leia Escola  é o períodico quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino da Unidade Acadêmica de Letras da Universidade Federal de Campina Grande. A revista publica textos inéditos que reflitam sobre a linguagem e o ensino, a partir dos seguintes eixos: ensino de literatura e formação de leitores; práticas leitoras e diversidade de gêneros literários;  práticas sociais, históricas e culturais de linguagem; e  ensino de línguas e formação docente.

QUALIS: B4 (2013-2016)

ISSN 2358-5870    

ÁREA : LINGUÍSTICA E LITERATURA 

ANO DE CRIAÇÃO: 2012

PERIODICIDADE: Quadrimestral

PREFIXO DOI: 10.35572

E-MAIL: leiaescola2010@gmail.com

E-MAIL INSTITUCIONAL: periodico_ppgle@ufcg.edu.br

GOOGLE SCHOLAR Índice h: 5

CITEFACTOR: 1.5

MLA: 4.4

 

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Notícias

 

2021

 

RLE – v.21 n 1 - O LIVRO ILUSTRADO CONTEMPORÂNEO VOLTADO AO PÚBLICO INFANTIL

E JUVENIL: REFLEXÕES SOBRE CARACTERÍSTICAS E TENDÊNCIAS QUE LHES CONFEREM PREMIAÇÕES

 

Organizadoras: Ana Margarida Ramos – Universidade de Aveiro - Portugal

                          Diana Navas – PUC - SP

                          Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira – UNESP

EM EDIÇÃO

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RLE – v.21 n 2 - O ENSINO DO LÉXICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Na Educação Básica, o trabalho com o léxico tradicionalmente ocupa um “lugar adicional” na aula de português

(ANTUNES, 2012), isto é, ele é relegado a um segundo plano, uma vez que a prática de análise linguística tem

seu foco em questões gramaticais ou, mais recentemente, de organização do texto multissemiótico. Quando

ocorre na escola, o ensino do léxico em língua materna tem ficado restrito a questões morfossintáticas (por exemplo,

de formação de palavras) ou à memorização de significados do vocabulário de um texto, sem reflexões mais aprofundadas,

como, por exemplo, a respeito das relações entre léxico e cultura ou da contribuição do léxico para o funcionamento do texto.

Por isso, temos defendido que o léxico precisa receber outro tratamento na aula de português, com reflexões diversas sobre

todas as dimensões da palavra, desde sua constituição morfológica, passando pelas relações semânticas estabelecidas,

até seu papel na construção da textualidade (NEVES, 2020). Assim, este número temático tem por objetivo reunir pesquisas

de múltiplas vertentes teóricas que abordem o léxico como objeto de conhecimento na aula de português, em atividades de análise linguística.

Referências

ANTUNES, Irandé Costa. Território das palavras: estudo do léxico em sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

BEZERRA, Maria Auxiliadora (org.). Estudar vocabulário: como e para quê? Campina Grande: Bagagem, 2004.

CORREIA, Margarita. Produtividade lexical e ensino da língua. In: VALENTE, André Crim; PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves (orgs.).

Língua Portuguesa: descrição e ensino. São Paulo: Parábola, 2011. p. 223-237.

KRIEGER, Maria da Graça. Dicionário em sala de aula: guia de estudos e exercícios. Rio de Janeiro: Lexikon, 2012.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. O léxico: lista, rede ou cognição social? In.: NEGRI, Lígia; FOLTRAN, Maria José; OLIVEIRA,

Roberta Pires (Orgs.). Sentido e significação. Em torno da obra de Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2004. p. 263-284.

NEVES, Herbertt. Argumentatividade das palavras: construção de aparato textual-interativo para o estudo do léxico e

análise em textos do jornalismo recifense sobre as eleições de 2018. 2020. 259 f. Tese (Doutorado) – Programa

de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020.

RANGEL, Egon Oliveira; BAGNO, Marcos. Dicionários em sala de aula. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006.

Organizadores: Herbertt Neves – UFCG

                         Ana Lima – UFPE

                         Lilian Melo Guimarães – UFRPE

Submissão 31 de JUNHO de 2021 - PRAZO PRORROGADO

Publicação 30 de agosto de 2021

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RLE – v.21 n 3 - HISTÓRIAS E PRÁTICAS DE LEITURA: POSSIBILIDADES DE INVESTIGAÇÃO

São muitos os caminhos para a abordagem da leitura enquanto objeto de pesquisa: desde os estudos que procuram

refletir sobre as estratégias cognitivas realizadas pelo leitor, passando pelos que se dedicam a desenvolver ou

analisar o ensino da leitura nas escolas, ou ainda aqueles que discutem os fatores atuantes na formação de leitores

, apenas para citar algumas possibilidades. Por vezes, inclusive, esses caminhos se cruzam, pois a atividade de leitura

, pela sua própria natureza – diversa e multifacetada – exige o diálogo entre diferentes áreas, na tentativa de descrever

/compreender como ela se dá. Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre os modos de inserção da leitura na sociedade,

ela passou a ser estudada dentro do conjunto de práticas culturais, a partir dos trabalhos desenvolvidos por pesquisadores ligados

à terceira geração do movimento francês denominado Escola dos Annales. Dentro desse contexto, um grupo de pesquisadores,

entre os quais se destaca Roger Chartier, dedicou-se a estudar as leituras do homem comum, observando e registrando uma

multiplicidade de práticas de leitura, nos mais diferentes grupos sociais, o que contribuiu para sustentar que a leitura só pode

ser compreendida/descrita em sua relação com diversos fatores: sociais, históricos, econômicos e culturais. Na tentativa de

responder a questões como quem lê, o quê, em que época, onde, como e por quê, os teóricos dessa área escolheram

caminhos distintos, mas todos pautados nas mesmas constatações, como aponta Darnton (2010): a) a leitura tem uma

história; b) ela não foi sempre a mesma em todos os lugares e tempos; c) ela revela as relações entre saber e poder;

e d) é resultado de um complexo de fatores (sociais, econômicos, políticos, etc.) que exigem seu estudo a partir de

uma perspectiva interdisciplinar. Partindo desses pressupostos teóricos, o objetivo deste dossiê temático é contemplar

pesquisas que abordem as diferentes histórias e práticas de leitura presentes na sociedade, realizadas por leitores reais,

em espaços variados, sejam eles escolares ou não. Dessa forma, serão contemplados trabalhos que investiguem, entre

outros aspectos: relações do leitor com os espaços de leitura, públicos e/ou privados; descrição de perfis de leitores e/ou

de comunidades de leitores (CHARTIER, 1999), com suas respectivas histórias de leitura; modos de ler e a relação entre

diferentes suportes e práticas; formas de circulação de leituras legítimas/ilegítimas em dado momento histórico; censura

e burla; práticas de leitura em ambiente escolar; práticas de leitura no contexto digital; discursos sobre a leitura

em documentos oficiais; e história da leitura no Brasil. Acreditamos, assim, contribuir para a construção de um panorama

diversificado a respeito das possibilidades de investigação na área de estudos à qual nos filiamos, além de proporcionar

uma reflexão ampla sobre a leitura enquanto prática cultural, nos mais diferentes contextos.

Referências

BURKE, P. A Escola dos Annales (1929-1989): a revolução francesa da historiografia. 2. Ed. São Paulo: Editora da Unesp, 2010.

CHARTIER, R. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. 2ª. ed. Brasília: Editora UnB, 1999.

DARNTON, R. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Organizadoras: Danielly Vieira Inô - UEPB - Campus VI

Laurênia Souto Sales - UFPB - Campus IV

Submissão 30 de setembro de 2021

Publicação 30 de dezembro de 2021

 
Publicado: 2021-05-13 Mais...
 
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v. 20, n. 3 (2020): FORMAÇÃO DE PROFESSORES E TECNOLOGIAS DIGITAIS


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http://dx.doi.org/10.35572/rle.v20i3

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