UM ESTUDO SOBRE O PERFIL TECNOPEDAGÓGICO DO PROFESSOR DE LÍNGUAS DO SÉCULO XXI: VOCÊ É TECNOFÓBICO, TECNOFÍLICO OU TECNOSTÊNICO?

Fábio Rodrigo Bezerra de Lima, Áurea Suely Zavam

Resumo


Diversas nomenclaturas provêm de pesquisas que relacionam as gerações e as tecnologias digitais: geração digital, geração X, Y, residentes digitais, entre outras (WHITE, 2008; TAPSCOTT, 2010; PRENSKY, 2012). No entanto, embora já haja pesquisas sobre a relação que os professores mantêm com as tecnologias digitais em sua vida pessoal e profissional (SAITO, 2011; FERONATO, 2012; SELBER, 2014; REIFF, 2019), se faz necessário uma investigação de um tema em constante transformação. Para tanto, é feita uma contextualização histórica de dois perfis, neste trabalho denominados “tecnopedagógicos”, conhecidos como tecnofóbicos e tecnofílicos (DEMO, 2009; RONIT, 2011; LAM, 2015) para em seguida ser proposto um terceiro termo chamado de “tecnostênico” com o intuito de abranger um terceiro perfil de usuários. A partir de dados se identificou a percepção em relação a incorporação tecnológica, a influência que os três perfis podem acarretar na prática docente e o que pode ser feito para uma mudança na atuação.

 


Palavras-chave


Tecnologias digitais. Formação de professores. Perfil do professor.

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DOI: http://dx.doi.org/10.35572/rle.v20i3.1928

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