A (RE)CATEGORIZAÇÃO LEXICAL COMO PROPULSORA DAS ORIENTAÇÕES ARGUMENTATIVAS NO TEXTO

Yasmin Cibelle Soares da Silva Alves, Maria Teresa Tedesco Vilardo Abreu

Resumo


Neste trabalho, tem-se o intuito de propor uma análise de como ocorre a orientação argumentativa no texto motivada pela referenciação no discurso, sobretudo pelas (re)categorizações lexicais realizadas por expressões nominais. Apresentada não apenas como um dos cernes propulsores da compreensão do texto, tal atividade discursiva da (re)categorização lexical viabiliza a (re)construção dos referentes textuais, o que permite a observação na materialidade linguística do objeto, de acordo estabelecido na argumentação pelo produtor do texto com o intuito de persuadir ou convencer seu público. Para tanto, a fim de perceber a condução da argumentação, tem-se como referencial teórico as obras de Perelman e Olbrechts-Tyteca (1999), Abreu (2005) e Fiorin (2017), no que concerne à argumentação e, por sua vez, no que tange à referenciação, toma-se como base Koch (2004, 2011, 2015) e Cavalcante (2005).

Palavras-chave


Objetos de argumentação; (Re)categorização lexical; Orientações argumentativas

Texto completo:

PDF

Referências


ABREU, A. S. A Arte de Argumentar: gerenciando razão e emoção. 8. ed. São Paulo: Cotia: Ateliê Editorial, 2005.

AUSTIN, J. L. How to do things with words. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 1975.

BENVENISTE, E. Problemas de lingüística geral I e II. Campinas, SP: Pontes, 1995.

CAVALCANTE, M. M. Anáfora e Dêixis: quando as retas se encontram. In: KOCH, V.; MORATO, E. M. M.; BENTES, A. C. Referenciação e Discurso. São Paulo: Contexto, 2005. p. 125-149.

CONFORTE, A. N. Argumentação e Léxico na Perspectiva da Iconicidade Verbal. Caderno Seminal Digital: Rio de Janeiro, v. 1, nº 26, p. 49-76, jul. 2016. Disponível em: . Acesso em: 16 ago. 2018

DIJK, T. A. Discurso e Contexto: uma abordagem sociocognitiva. Tradução de Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2012.

FIORIN, J. L. Argumentação. 1. ed. São Paulo: Contexto, 2017.

KERBRAT-ORECCHIONI, C. La enunciación. De la subjetividad en el lenguaje. Buenos Aires: Edicial, 1986.

KOCH, I. G. V. As Expressões Nominais Indefinidas e a Progressão Referencial. Revista de Letras, Ceará, v. 1/2, nº. 26, p. 5-8. 2004. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2018.

______. Argumentação e Linguagem. 13. ed. São Paulo: Cortez, 2011

______. Introdução à linguística textual. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2015.

MONDADA, L.; DUBOIS, D. Construção dos objetos de discurso e categorização: uma abordagem dos processos de referenciação. In: CAVALCANTE, M. et al. Referenciação. São Paulo: Contexto, 2003.

O GLOBO. Seção Opinião. Edição de 17 de março de 2018.

O GLOBO. Seção Opinião. Edição de 22 de março de 2018.

PERELMAN, C.; OLBRECHTS-TYTECA, L. Tratado da Argumentação: a Nova Retórica. São Paulo: Martins Fontes, 1999.




DOI: http://dx.doi.org/10.35572/rle.v19i2.1484

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

A Revista Leia Escola consta nos seguintes indexadores, bancos de dados e repositórios

                                                        

                  

    

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

A  Revista Leia Escola está licenciada com a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

 Esta revista utiliza o sistema LOCKSS para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração. Saiba mais... _______________________ _< __________________________________________________