A SUBJETIVIDADE NA FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO NO ESPAÇO DO PROGRAMA BALE

Keutre Gláudia da Conceição Soares Bezerra, Maria Lúcia Pessoa Sampaio

Resumo


Este trabalho tem como foco o estudo do Programa BALE (Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas) como espaço mobilizador da subjetividade na formação do leitor. O objetivo é identificar os sentidos subjetivos que são mobilizados na atuação dos participantes no que concerne à sua constituição leitora, tendo como base teórica o estudo da subjetividade na perspectiva histórico-cultural. No tocante a metodologia, trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, com suporte nos postulados da Epistemologia Qualitativa, que considera a pesquisa como um espaço dialógico e o conhecimento como um processo construtivo-interpretativo. Com base no pressuposto metodológico apresentado, a construção da informação se deu a partir do uso do questionário aberto. Os resultados preliminares indicam que ao atuarem no Programa BALE, os sujeitos desenvolvem sentidos subjetivos que transformam suas atitudes com relação à leitura e consequentemente despertam e/ou ampliam a atuação como leitores.


Palavras-chave


Formação do leitor; programa BALE; subjetividade; mediação de leitura.

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DOI: http://dx.doi.org/10.35572/rle.v19i3.1400

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