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CHAMADAS DOSSIÊS 2021

 

RLE – v.21 n 1 - O LIVRO ILUSTRADO CONTEMPORÂNEO VOLTADO AO PÚBLICO INFANTIL E JUVENIL: REFLEXÕES SOBRE CARACTERÍSTICAS E TENDÊNCIAS QUE LHES CONFEREM PREMIAÇÕES

 

Na contemporaneidade, o letramento de imagens (ou literacia visual) tem se mostrado necessário visto que elas ocupam espaço em todos os meios de comunicação. No entanto, muitas vezes, a leitura de livros, cujas ilustrações possuem pregnância estética (OLIVEIRA, 2008), a qual fomenta a constituição da memória afetiva do leitor e alfabetiza seu olhar desde a infância, não faz parte da formação de leitores em âmbito escolar (FERREIRA, 2012). Nesses livros, a materialidade, o formato, as cores nas ilustrações, o fundo das páginas, as guardas e lombadas, a composição, a tipografia, entre outros elementos, estão a serviço da história, assumindo papéis cada vez mais relevantes na construção de sentidos  (RAMOS, 2017; LINDEN, 2011; NIKOLAJEVA, SCOTT, 2011). Eles também potencializam a interatividade e a criatividade, revelando, assim, uma intenção de leitura, ou seja, projetam um leitor implícito, no caso, perspicaz (HUNT, 2010). Neles, tudo conta em amplo sentido (GONZÁLEZ, 2017), por isso têm se revelado verdadeiros objetos de arte que merecem reflexões quanto ao seu potencial para a formação do leitor estético (ECO, 2003). Dessa forma, o presente dossiê, objetiva fomentar o debate acerca da produção contemporânea de livros ilustrados para o público infantil e juvenil. Visa-se tomar como objeto de estudo e análise os reconhecidos pelo seu valor estético por diferentes meios, pesquisas acadêmicas, premiações, selos de instituições que os avaliam, incorporação em acervos de políticas públicas de leitura, aceitação junto ao público leitor, entre outros, refletindo sobre suas características e tendências, de modo a colaborar na sua legitimação enquanto obras literárias.

 

Referências

ECO, Umberto. Sobre literatura. Rio de Janeiro: Record, 2003.

FERREIRA, Eliane Aparecida Galvão Ribeiro. Por uma piscadela de olhos: poesia e imagem no livro infantil. In: AGUIAR, Vera Teixeira de; CECCANTINI, João Luís (orgs.). Poesia infantil e juvenil brasileira: uma ciranda sem fim. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012, v.1, p. 153-190.

GONZÁLEZ, Isabel Mociño. Atrás do rasto da Balea: desdobrando universos ficcionais em língua galega. In: RAMOS, Ana Margarida (org.). Aproximações ao livro-objeto: das potencialidades criativas às propostas de leitura. Porto: Tropelias & Companhia, 2017, p.101-127.

HUNT, Peter. Crítica, teoria e literatura infantil. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2010. 

LINDEN, Sophie Van der. Para ler o livro ilustrado. Trad. Dorothée de Bruchard. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

NIKOLAJEVA, Maria; SCOTT, Carole. Livro ilustrado: palavras e imagens. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

OLIVEIRA, Rui de. Breve histórico da ilustração no livro infantil e juvenil. In: OLIVEIRA, Ieda de (org.). O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil: com a palavra o ilustrador. São Paulo: DCL, 2008, p. 13-47.

RAMOS, Ana Margarida (org.). Aproximações ao livro-objeto: das potencialidades criativas às propostas de leitura. Porto: Tropelias & Companhia, 2017.

 

Ana Margarida Ramos – Universidade de Aveiro - Portugal

Diana Navas – PUC - SP

Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira – UNESP

 

Submissão janeiro de 2021                                   Publicação abril de 2021

 

 RLE – v.21 n 2 - O ENSINO DO LÉXICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

 

Na Educação Básica, o trabalho com o léxico tradicionalmente ocupa um “lugar adicional” na aula de português (ANTUNES, 2012), isto é, ele é relegado a um segundo plano, uma vez que a prática de análise linguística tem seu foco em questões gramaticais ou, mais recentemente, de organização do texto multissemiótico. Quando ocorre na escola, o ensino do léxico em língua materna tem ficado restrito a questões morfossintáticas (por exemplo, de formação de palavras) ou à memorização de significados do vocabulário de um texto, sem reflexões mais aprofundadas, como, por exemplo, a respeito das relações entre léxico e cultura ou da contribuição do léxico para o funcionamento do texto. Por isso, temos defendido que o léxico precisa receber outro tratamento na aula de português, com reflexões diversas sobre todas as dimensões da palavra, desde sua constituição morfológica, passando pelas relações semânticas estabelecidas, até seu papel na construção da textualidade (NEVES, 2020). Assim, este número temático tem por objetivo reunir pesquisas de múltiplas vertentes teóricas que abordem o léxico como objeto de conhecimento na aula de português, em atividades de análise linguística.

 

Referências

ANTUNES, Irandé Costa. Território das palavras: estudo do léxico em sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

BEZERRA, Maria Auxiliadora (org.). Estudar vocabulário: como e para quê? Campina Grande: Bagagem, 2004.

CORREIA, Margarita. Produtividade lexical e ensino da língua. In: VALENTE, André Crim; PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves (orgs.). Língua Portuguesa: descrição e ensino. São Paulo: Parábola, 2011. p. 223-237.

KRIEGER, Maria da Graça. Dicionário em sala de aula: guia de estudos e exercícios. Rio de Janeiro: Lexikon, 2012.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. O léxico: lista, rede ou cognição social? In.: NEGRI, Lígia; FOLTRAN, Maria José; OLIVEIRA, Roberta Pires (Orgs.). Sentido e significação. Em torno da obra de Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2004. p. 263-284.

NEVES, Herbertt. Argumentatividade das palavras: construção de aparato textual-interativo para o estudo do léxico e análise em textos do jornalismo recifense sobre as eleições de 2018. 2020. 259 f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020.

RANGEL, Egon Oliveira; BAGNO, Marcos. Dicionários em sala de aula. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006.

 

Organizadores

Herbertt Neves – UFCG

Ana Lima – UFPE

Lilian Melo Guimarães – UFRPE

 

Submissão setembro de 2021                        Publicação dezembro de 2021

 

 RLE – v.21 n 3 - HISTÓRIAS E PRÁTICAS DE LEITURA: POSSIBILIDADES DE INVESTIGAÇÃO

 

São muitos os caminhos para a abordagem da leitura enquanto objeto de pesquisa: desde os estudos que procuram refletir sobre as estratégias cognitivas realizadas pelo leitor, passando pelos que se dedicam a desenvolver ou analisar o ensino da leitura nas escolas, ou ainda aqueles que discutem os fatores atuantes na formação de leitores, apenas para citar algumas possibilidades. Por vezes, inclusive, esses caminhos se cruzam, pois a atividade de leitura, pela sua própria natureza – diversa e multifacetada – exige o diálogo entre diferentes áreas, na tentativa de descrever/compreender como ela se dá. Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre os modos de inserção da leitura na sociedade, ela passou a ser estudada dentro do conjunto de práticas culturais, a partir dos trabalhos desenvolvidos por pesquisadores ligados à terceira geração  do movimento francês denominado Escola dos Annales. Dentro desse contexto, um grupo de pesquisadores, entre os quais se destaca Roger Chartier, dedicou-se a estudar as leituras do homem comum, observando e registrando uma multiplicidade de práticas de leitura, nos mais diferentes grupos sociais, o que contribuiu para sustentar que a leitura só pode ser compreendida/descrita em sua relação com diversos fatores: sociais, históricos, econômicos e culturais. Na tentativa de responder a questões como quem lê, o quê, em que época, onde, como e por quê, os teóricos dessa área escolheram caminhos distintos, mas todos pautados nas mesmas constatações, como aponta Darnton (2010): a) a leitura tem uma história; b) ela não foi sempre a mesma em todos os lugares e tempos; c) ela revela as relações entre saber e poder; e d) é resultado de um complexo de fatores (sociais, econômicos, políticos, etc.) que exigem seu estudo a partir de uma perspectiva interdisciplinar. Partindo desses pressupostos teóricos, o objetivo deste dossiê temático é contemplar pesquisas que abordem as diferentes histórias e práticas de leitura presentes na sociedade, realizadas por leitores reais, em espaços variados, sejam eles escolares ou não. Dessa forma, serão contemplados trabalhos que investiguem, entre outros aspectos: relações do leitor com os espaços de leitura, públicos e/ou privados; descrição de perfis de leitores e/ou de comunidades de leitores (CHARTIER, 1999), com suas respectivas histórias de leitura; modos de ler e a relação entre diferentes suportes e práticas; formas de circulação de leituras legítimas/ilegítimas em dado momento histórico; censura e burla; práticas de leitura em ambiente escolar; práticas de leitura no contexto digital; discursos sobre a leitura em documentos oficiais; e história da leitura no Brasil. Acreditamos, assim, contribuir para a construção de um panorama diversificado a respeito das possibilidades de investigação na área de estudos à qual nos filiamos, além de proporcionar uma reflexão ampla sobre a leitura enquanto prática cultural, nos mais diferentes contextos.

 

Referências

BURKE, P. A Escola dos Annales (1929-1989): a revolução francesa da historiografia. 2. Ed. São Paulo: Editora da Unesp, 2010.

CHARTIER, R. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. 2ª. ed. Brasília: Editora UnB, 1999.

DARNTON, R. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

 

Organizadoras

Danielly Vieira Inô  - UEPB - Campus VI

Laurênia Souto Sales  - UFPB - Campus IV

 

Submissão setembro de 2021                      Publicação dezembro de 2021

 

 
Publicado: 2020-09-24
 

CHAMADAS PARA PUBLICAÇÃO 2020

 

RLE v. 20 n.3 - FORMAÇÃO DE PROFESSORES E TECNOLOGIAS DIGITAIS

Este dossiê objetiva reunir estudos que proponham discussões envolvendo aspectos relativos à formação de professores de línguas (materna e estrangeira) e uso de tecnologias na atuação docente desde a educação básica ao ensino superior. Em especial, esperam-se contribuições que envolvam teorizações sobre paradigmas de formação; constituição e transformação de saberes; processos de identificação e ensino/aprendizagem de línguas, alinhados à cultura digital, ratificados pela BNCC, quando se pensa o ensino e a escolarização brasileira. Além disso, destacamos a relevância do tema, tendo em vista os processos de naturalização dos letramentos digitais frente aos inúmeros desafios de se planejar a docência, fazendo uso de tais ferramentas.

Organizadoras: Dora Riestra - Universidade Nacional do Rio Negro - Argentina

                         Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin - UFC

                         Williany Miranda Silva - UFCG

 

Prazo final para submissão: 20 de outubro de 2020

Publicação: Dezembro de 2020

 
Publicado: 2019-09-21