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CHAMADAS PARA SUBMISSÃO

CHAMADAS DOSSIÊS 2023

 

VOL 23 - nº 1 - (2023)

LETRAMENTO CIENTÍFICO E ENSINO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

 

As discussões sobre letramento científico têm-se ampliado em diferentes países e no Brasil. Estudiosos de diferentes áreas do conhecimento vêm pesquisando e difundindo a importância do tema, sobretudo nas esferas universitária e escolar. Nesta última salientam a necessidade de valorização e acesso à educação científica, dado que o letramento científico constitui um instrumento de inserção social e exercício de cidadania. Nesse contexto,  este dossiê constitui um desdobramento do I ENCONTRO - LETRAMENTO CIENTÍFICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA, evento acadêmico online vinculado ao “Projeto Letramento científico e meios digitais na escola: uma pesquisa colaborativa com foco na formação docente”, realizado em 27 de maio de 2022. O objetivo é reunir e divulgar trabalhos acerca do letramento científico no contexto de ensino, contribuindo para a formação docente e para as práticas de educação científica na escola.  Nosso interesse se volta para o tema do Letramento científico como um conceito global resultante dos estudos sobre comunidades de prática, análise crítica do discurso e estudos de gêneros textuais/discursivo.  As bases teóricas estão focadas no letramento científico e no uso de mídias e tecnologias em contextos escolares (MOTTA-ROTH, 2011; 2016; GONÇALVES; COUTINHO, 2018;  LIMA-LOPES, 2018; SILVA, 2020, entre outros). Esse interesse se justifica pela necessidade de construir cidadãos conscientes no espectro da contemporaneidade, no qual o processamento científico de dados e a divulgação da ciência garantem a reflexão em relação ao discurso científico e seu papel em nossa sociedade, reconhecendo a diversidade de usos e atitudes em relação ao conhecimento científico. Nesse sentido, o dossiê será constituído de trabalhos que versem sobre os seguintes eixos temáticos: educação científica e interdisciplinaridade, letramento científico na formação docente, práticas de letramento científico na escola; gêneros textuais/discursivos e divulgação científica; e letramento científico e meios digitais.

 

ORGANIZADORAS

Maria Augusta Gonçalves de Macedo Reinaldo - UFCG

Roziane Marinho Ribeiro - UFCG

 

REFERÊNCIAS

GONÇALVES, M.; COUTINHO, A. et al. Trabalhar com textos de divulgação da ciência na disciplina de Português. In: Literacia científica na escola, n. 90, Lisboa, 2018.

LIMA-LOPES, R. E. DE. Multimodalidade, ensino de línguas e formação de professores: uma experiência em educação para os meios. Travessias Interativas, v. 16, n. 2, p. 29–48, 2018.

MOTTA-ROTH, Désirée. Letramento científi co: sentidos e valores. Notas de Pesquisa, Santa Maria, RS, v.1, p.12-25, 2011. Disponível em: htt ps://periodicos.ufsm.br/nope/ article/view/3983/2352. Acesso em: julho 2016.

SILVA, Wagner Rodrigues.  Educação científica como abordagem pedagógica e investigativa de resistência.  Trab. Ling. Aplic., Campinas, n(59.3): 2278-2308, set./dez. 2020.

SILVA, W. e outros.  Construção de objetos de conhecimento para aulas de língua portuguesa na abordagem do letramento científico RBLA, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p. 159-191, 2018.

 

SUBMISSÃO - FEVEREIRO DE 2023

PUBLICAÇÃO - ABRIL DE 2023

 

 

 

 

VOL 23 - nº 2 - (2023)

FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DOCENTE: PRÁTICAS E DESAFIOS DA CONTEMPORANEIDADE

 

Este dossiê acolhe discussões teóricas e/ou metodológicas ou estudos comparativos acerca da formação inicial nos cursos de licenciatura até a necessária formação continuada e/ou permanente docente, paralela à sua atuação. Nesse contexto, boa parte da discussão está centrada nas contribuições de TANURI (2000), VEIGA (2008), SACRISTÁN (1999), NÓVOA (1992, 1999), SCHON (2000), GATTI E NUNES (2009), GATTI E BARRETO (2009), IMBERNÓN (2009, 2010), DAVIS (2012) entre outros, que entendem e discutem formação continuada em uma perspectiva de formação ao longo da vida. Ao focar a formação continuada, em particular, entende-se que o crescimento profissional efetuado ao longo da atuação docente, pode proporcionar um novo sentido à prática pedagógica, e, por consequência, ressignificar a atuação do professor. Trazer novas questões da prática e buscar compreendê-las sob o enfoque da teoria e na própria prática permite articular novos saberes na construção da docência, dialogando com os envolvidos no processo que envolve a formação (IMBERNÓN, 2010). A formação, nessa direção, parte das situações problema educacionais, visto que elas criam alternativas de mudança no contexto no qual se dá a educação. De forma permanente, busca alcançar a seara das capacidades, habilidades e atitudes com metodologias fundamentadas em princípios colaborativos, dialógicos e participativos. A discussão proposta abrange, portanto, aspectos dos saberes profissionais, da profissionalização e da profissionalidade docente tão complexa e multifacetada em qualquer modalidade de ensino e contexto no qual ocorre. O dossiê também é um desdobramento do projeto FAPESQ/PB - Currículo e Formação Continuada Docente: Práticas e Desafios da Contemporaneidade. Esta pesquisa efetua um mapeamento e sistematização sobre a construção e efetivação de currículos para a Educação Básica, em especial nas etapas do ensino fundamental e médio no Estado da Paraíba.

 

ORGANIZADORES

Márcia Candeia Rodrigues - UFCG

Joaquim Luís Alcoforado - UNIVERSIDADE DE COIMBRA

 

REFERÊNCIAS

GATTI, Bernadete A. Políticas docentes no Brasil: um estado da arte. Brasília, Unesco, 2011.

GATTI, Bernadete A. Análise das políticas públicas para a formação continuada no Brasil, na última década. In: Revista Brasileira de Educação. Rio de Janeiro, v. 13, n. 37, 2000.

IMBERNÓN, Francisco. Formação docente e profissional: forma-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2011.

IMBERNÓN, Francisco. Formação continuada de professores. Porto Alegre, Artmed, 2010.

IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado: Novas tendências. Trad. Sandra Trabucco Valenzuela, São Paulo, Cortez, 2009.

MACEDO, R. S. Currículo: campo, conceito e pesquisa. 5 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.

NÓVOA, Antônio. Os professores e as histórias da sua vida. In: NÓVOA, Antônio (org.). Vidas de professores. Portugal: Porto, 1992.

NÓVOA. Antonio. O passado e o presente dos professores. In: ________________ Profissão professor. Porto: Portugal, Porto Editora, 1999.

NÓVOA, António. Os professores e a sua formação. Lisboa, Dom Quixote, 1992.

PIETRI, E. de. Circulação de saberes e mediação institucional em documentos oficiais: análise de uma proposta curricular para o ensino de Língua Portuguesa. In: Currículo sem Fronteiras, v.7, n.1, Jan/Jun 2007, p.263-283.

ROLDÃO, Maria do Céu N. Profissionalidade docente em análise: especificidades do ensino superior e não superior. Nuances: estudos sobre Educação, 2005, Vol. 12, Nº 13, jan/ dez.

ROLDÃO, Maria do Céu. Função docente: natureza e construção do conhecimento profissional. Revista Brasileira de Educação, 2007, Vol. 12, Nº 34, jan/ abr.

SACRISTÁN, J.G. Consciência e acção sobre a prática como libertação profissional dos professores. In: NÓVOA. Antonio. Profissão professor. Porto: Portugal, Porto Editora, 1999.

SACRISTÁN, J. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3 ed. Porto Alegre: Armed, 1998.

________. O que significa currículo? In: SACRISTÁN, José Gimeno (org). Saberes e incertezas sobre currículo. Porto Alegre: Penso 2013.

SCHÖN, D. A. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Artes Médicas Sul, Porto Alegre, 2000.

TANURI, Leonor Maria. História da formação de professores. Rev. Bras. Educ. [online]. 2000, n.14, pp.61-88. ISSN 1413-2478.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.

VEIGA, Ilma Passos A. Docência como atividade profissional. IN: VEIGA, Ilma P. A. D Ávila, Cristina. (orgs.). Profissão docente: novos sentidos, novas perspectivas. Campinas, Papirus editora, 2008.

 

SUBMISSÃO - ABRIL DE 2023

PUBLICAÇÃO - AGOSTO DE 2023

 

VOL 23 - nº 3 - (2023)

TRAÇOS E LETRAS DELAS: O LIVRO ILUSTRADO DE AUTORIA FEMININA

 

Atualmente, o livro infantil apresenta-se como um espaço constituído por elementos das linguagens de texto, de imagem e de projeto gráfico, resultado do acúmulo de transformações em sua feitura e do estabelecimento de sua configuração como artefato cultural (RAMOS, 2011). Nesse percurso, se faz necessário considerar as alterações ocorridas com o estatuto da Literatura para criança, a articulação dessas linguagens, e a própria condição do livro como objeto físico, perspectivas e obras que ocupam hoje lugar importante nas discussões sobre ensino de leitura e formação do leitor, de análises estéticas e de acervos de literatura infantil. No entanto, ainda é lacunar a produção de estudos sobre a produção de autoria feminina do livro ilustrado, seja quando temos duas autoras uma do texto, outra da ilustração, seja quando temos a mesma autoria para as duas linguagens. Nesse sentido, embora essa lacuna exista, é notória a presença na literatura brasileira para a infância de obras de autoria feminina desde os nomes de Julia Lopes de Almeida, Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles até o crescimento dessa produção nas décadas de 1970 e 1980 com títulos de Lygia Bojunga Nunes, Ana Maria Machado e Ruth Rocha. Ao lado dessas produções e seguindo as mudanças ocorridas com o livro ilustrado para infância também receberam destaque autoras ilustradoras como Angela Lago, Eva Furnari, Mariana Massarani, Graça Lima, Marilda Castanha em um número crescente de obras e principalmente depois da década de 1990 e início do século XXI.  O presente dossiê propõe reunir artigos oriundos de pesquisas que versem sobre a produção de autoria feminina, das duas primeiras décadas do século XXI, considerando uma abordagem estética e sociológica para estudos sobre marcos históricos, relações entre produção editorial e mercado (MORAES, HANNING e PARAGUASSU, 2012), estudos que versem sobre abordagens e estratégias para leitura das obras em contexto de recepção, e, por fim, estudos que busquem analisar elementos plásticos e narrativos que possam definir os estilos das autoras ilustradoras de livros ilustrados.

 

ORGANIZADORAS

Clara Gavilan - FACONNECT e A Casa Tombada - São Paulo

Eliana Kefalás Oliveira - Universidade Federal de Alagoas - UFAL

Márcia Tavares - Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

 

REFERÊNCIAS

GOÉS, Lucia Pimentel. Olhar de descoberta: proposta analítica de livros que concentram várias linguagens. Paulinas: São Paulo, 2003.

LINDEN, Sophie Van der. Para ler o livro ilustrado. Tradução de Dorothée de Bruchard. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

NIKOLAVEJA, Maria e SCOTT, Carole. Livro ilustrado: palavras e imagens. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

O’SAGAE, Peter. Imagens e enigmas na literatura para crianças. Tese de doutorado, USP, São Paulo, 2008.

RAMOS, Flávia B. e PANOZZO, Neiva S.P. Entre a ilustração e a palavra: buscando pontos de ancoragem. Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid, 2004. In: http://www.ucm.es/info/especulo/numero26/ima_infa.html Acesso em 23 de novembro de 2018.

RAMOS, Graça. A imagem nos livros infantis - caminhos para ler o texto visual. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.

SALISBURY, Martin e STYLES, Morag. Livro infantil ilustrado: a arte da narrativa visual. São Paulo: Rosari, 2013.

 

SUBMISSÃO - SETEMBRO DE 2023

PUBLICAÇÃO - DEZEMBRO DE 2023

 
Publicado: 2022-09-10
 

DOSSIÊS TEMÁTICOS - 2022

 

 

 RLE | v.22 | nº 3 -  CONTRIBUIÇÕES DA LINGUÍSTICA APLICADA PARA O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS NA CONTEMPORANEIDADE

 

Em 2006, Moita Lopes destacava a necessidade de pensar novos modos de fazer Linguística Aplicada (LA). Anos depois, a área tomaria um rumo inesperado. Em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de COVID-19 e entre muitos setores afetados, o ramo educacional, com o fechamento das escolas e universidades, destacou-se com mais de 1.6 bilhão de estudantes em casa (UNESCO, 2021). No Brasil, a Portaria Nº 343 do Ministério da Educação (MEC) passou a autorizar a substituição das aulas presenciais em andamento por aulas remotas que utilizassem recursos digitais. Assim, o ensino remoto emergencial trouxe mudanças significativas para o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras no país e, a partir disso, os professores precisaram (re)pensar, (re)significar e (re)construir suas práticas para modalidades síncronas e assíncronas. Nesse contexto adverso, ainda é pertinente afirmar que “politizar o ato de pesquisar e pensar alternativas para a vida social são parte intrínseca dos novos modos de teorizar e fazer LA” (MOITA LOPES, 2006, p. 22). Nessa esteira, a proposta do dossiê “Contribuições da Linguística Aplicada para o ensino de línguas estrangeiras na contemporaneidade” objetiva mapear a produção científica em LA. Esperamos receber artigos, resenhas e relatos de experiências inéditos sobre o ensino-aprendizagem, no contexto presencial e/ou remoto, de línguas adicionais, maternas e de herança, dando preferência, mas não se restringindo, às áreas relacionadas aos (1) processos de formação de professores, (2) tecnologias e metodologias ativas, (3) gêneros textuais, (4) multiletramentos e letramento crítico, (5) discurso, pragmática e corpora no ensino, (6) interculturalidade e identidades, (7) representações sociais e (8) tradução. Serão aceitos artigos em português, espanhol, inglês e francês.

 

Organizadores: Mateus Miranda - University of Limerick/Irlanda

                       Flávia Meniconi  - Universidade Federal de Alagoas

                       Shirlene Bemfica - Instituto Federal Minas Gerais - Campus Ouro Preto

 

Submissão PRORROGADA ATÉ 31 DE DEZEMBRO

Publicação JANEIRO de 2023

 
Publicado: 2021-09-09 Mais...