Universidades brasileiras e seus planos de coleta seletiva

  • Joedla Rodrigues de Lima Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais, Universidade Federal de Campina Grande, Patos http://orcid.org/0000-0001-6617-2858
  • Olga Lúcia Castreghini Freitas Firkow Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano, Universidade Federal do Paraná, Paraná, Brasil

Resumo

As universidades, além de serem formadoras de profissionais, são espaços educativos que mostram como agir de forma ambientalmente responsável. O Brasil dispõe da Lei Federal 12.305/2010 e o decreto presidencial 5.940/2006 que orienta às instituições federais como realizar a coleta seletiva, incluindo encaminhamento às cooperativas de catadores. O presente artigo apresenta um panorama das universidades brasileiras em relação ao gerenciamento dos resíduos sólidos, demonstrando as experiências e as rotas desenvolvidas por estas instituições. Por meio de pesquisa documental, identificou-se que dentre 64 universidades púbicas brasileiras pesquisadas no ano de 2015, 31% têm uma coordenadoria ou departamento responsável pela gestão dos resíduos sólidos, 33% aderiram à agenda de sustentabilidade na gestão pública (A3P) e 71% realizam a coleta seletiva. Dentre os resíduos mais produzidos estão o papel e material orgânico resultante de podas e cortes da grama. Destaca-se a importância do envolvimento da administração central para êxito nas ações que envolvem a coleta seletiva. É necessário prosseguir incentivando a redução e a reciclagem, seguido do diagnóstico dos resíduos gerados, o tipo, a quantidade, a(s) fonte(s) geradoras, ponto de escoamento do material, a capacidade dos depósitos, periodicidade, pessoal envolvido, suporte de veículos para transportar o material recolhido.

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Publicado
2019-01-02
Como Citar
LIMA, Joedla Rodrigues de; FIRKOW, Olga Lúcia Castreghini Freitas. Universidades brasileiras e seus planos de coleta seletiva. Acta Brasiliensis, [S.l.], v. 3, n. 1, p. 8-13, jan. 2019. ISSN 2526-4338. Disponível em: <http://revistas.ufcg.edu.br/ActaBra/index.php/actabra/article/view/165>. Acesso em: 17 jul. 2019. doi: https://doi.org/10.22571/2526-4338165.
Seção
Educação Ambiental