O télos da Ecologia Humana no Brasil e sua interface com as populações tradicionais

  • Ioná Pereira da Silva Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Sociambiental, Universidade do Estado da Bahia, Bahia, Brasil http://orcid.org/0000-0001-8336-7307
  • Luciano Sergio Ventin Bomfim Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Sociambiental, Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, Bahia, Brasil

Resumo

Este artigo traz uma abordagem sobre o télos da Ecologia Humana no Brasil e sua interface com as Populações Tradicionais, tendo como objetivo relatar a relevância das pesquisas acadêmicas para a vida destes povos no país, trazendo como foco a Ecologia Humana Brasileira e as consideráveis contribuições desta ciência/paradigma e dos seus estudos para a vida dos diversos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs). A pesquisa foi desenvolvida a partir de uma revisão bibliográfica em periódicos científicos, livros, entre outras fontes científicas, buscando assim um apanhado teórico que desse suporte amplo e conciso ao tema de estudo. Doravante, o conteúdo encontrado trouxe como resultados um breve histórico da Ecologia Humana no mundo e seu desenvolvimento no Brasil contemporâneo. Tendo como base os pilares: interface: natureza-ser humano (cultura-meio ambiente); interdisciplinaridade e emancipação humana, demostrando a conexão existente entre a Ecologia Humana Brasileira e as Comunidades Tradicionais, concluindo que estes estudos tem tido significativas contribuições para a vida destes povos que vivem historicamente na invisibilidade e exclusão social podendo ser assim estas pesquisas importante instrumento para o fortalecimento das lutas destes povos, ajudando-os assim a sair da invisibilidade e exclusão social.


 

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Publicado
2019-01-02
Como Citar
SILVA, Ioná Pereira da; BOMFIM, Luciano Sergio Ventin. O télos da Ecologia Humana no Brasil e sua interface com as populações tradicionais. Acta Brasiliensis, [S.l.], v. 3, n. 1, p. 35-39, jan. 2019. ISSN 2526-4338. Disponível em: <http://revistas.ufcg.edu.br/ActaBra/index.php/actabra/article/view/151>. Acesso em: 23 jan. 2019. doi: https://doi.org/10.22571/2526-4338151.
Seção
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