Os limites do lugar no ocidente: breve revisão das circunscrições topológicas

Resumo

Nessa revisão é discutido como as representações topológicas - aquelas que dizem o que são os lugares e espaços - são utilizadas para fins políticos, econômicos e ecológicos, a partir dos seus discursos de verdade e legitimidade de conceitos de mundo. Foram analisadas as circunscrições do lugar no Ocidente, considerando os indivíduos e suas localizações, em formas de agregar e segregar. As representações aqui consideradas se caracterizaram por meio de figuras circulares em linhas intransitivas e sedimentadas a partir de hierarquias e estamentos. Tais divisões apontam para o que convencionou-se denominar, na modernidade, de grupos sociais, linhagens, castas, etc. Além dos aspectos circunscritivo, desagregativo e excludente do outro, há um forte caráter de afastamento negativo do meio ambiente em relação ao lugar constituído idealista e politicamente: a cidade, os espaços urbanos ideais. Há um forte caráter de afastamento negativo do meio ambiente em relação ao lugar devido a formação das cidades, consideradas como os espaços urbanos ideais.


 

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Publicado
2017-02-15
Como Citar
DA SILVA, Wellington Amancio. Os limites do lugar no ocidente: breve revisão das circunscrições topológicas. Acta Brasiliensis, [S.l.], v. 1, n. 1, p. 33-39, fev. 2017. ISSN 2526-4338. Disponível em: <http://revistas.ufcg.edu.br/ActaBra/index.php/actabra/article/view/12>. Acesso em: 28 jun. 2017. doi: https://doi.org/10.22571/Actabra11201712.
Seção
Revisão

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